Autor Tópico: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07  (Lida 5570 vezes)

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Offline PauloSantos

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Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« em: Setembro 10, 2007, 04:26:43 am »
Depois de cerca de 3 semanas para preparar um encontro, eis q chegou o momento de carregar a mala do carro e fazermo-nos à estrada.

As previsões não eram as mais favoráveis. Cá pelo norte algumas nuvens aliadas a uma intensa neblina previam o pior cenário. No entanto fomos na esperança de conseguir alguns bons momentos por entre os intervalos das nuvens altas q esperávamos encontrar na Serra da Freita.

O Paulo Aguiar foi o primeiro a chegar ao local, já com a intenção de vaguear pela serra para avaliar os pontos previamente seleccionados e tb ele procurar por alternativas q lhe parecessem mais favoráveis. Eram perto das 16h qd entramos em contacto e me referiu q o céu estava essencialmente limpo, apenas com algumas nuvens altas e uma neblina no horizonte q em nada comprometia as observações. Um bom prenúncio, sem dúvida :D

Por volta das 17h30, já com a mala carregada e depois de passar por casa do meu primo Emanuel, fiz-me finalmente à estrada a caminho da serra. Cheguei ao restaurante 45 minutos depois, com tempo suficiente para tb eu dar mais uma vista de olhos por zonas q ainda não tinha explorado. Tentei contactar o Paulo Aguiar para saber por onde andava mas as dificuldades de comunicação q previa eram reais. Resolvi avançar p a costa este da serra e uns km depois não foi difícil chegar à conclusão q o melhor local era sem dúvida o ponto 1, na costa sul.

Este:



De regresso ao restaurante, já perto das 19h, encontrei o Rogério e a namorada Marta. Éramos já 4, o grupo começava a formar-se. As dificuldades de comunicação mantinham-se pelo q resolvemos literalmente ir à procura de rede uma vez q estava pessoal na estrada q não sabia o caminho p a serra. Consegui finalmente contactar com o Paulo Aguiar. Tinha tido um problema com o carro pelo q ia chegar atrasado. Entretanto o Bernardo (dUbeni) estava quase a chegar ao restaurante onde o Cláudio já estava à nossa espera. Pouco tempo depois chegou o Miguel Lopes e a esposa Sónia. Com a ajuda do GPS não tiveram qq dificuldade em chegar :)
Trouxeram uma boa notícia: O João Cruz (xumaxer) vinha a caminho com o seu C11 :D
Com o problema do carro resolvido, o Paulo lá chegou tb a tempo de uma boa refeição. O Bruno chegou a tempo ainda de um café e dois dedos de conversa.

Eis o registo fotográfico do jantar:


Da esquerda para a direita: Eu e o Rogério


O Bruno e o Miguel Lopes


Marta, namorada do Rogério e Sónia, a esposa do Miguel Lopes


O meu primo Emanuel, com o Bernardo (dUbeni) e o Cláudio


O Paulo Aguiar

Pouco antes das 21h, de barriga cheia, resolvemos partir p o q realmente interessava. A noite já se fazia notar pelo q nos aguardava a difícil tarefa de montar e alinhar os equipamentos à luz das lanternas vermelhas. De comum acordo, partimos todos em direcção ao ponto 1 numa caravana de 7 carros, onde chegamos cerca de 10 minutos depois.

O primeiro impacto foi mt bom: se bem q ainda não tínhamos uma visão totalmente adaptada p a noite, o céu aparentava ser bastante escuro com a Via Láctea bem visível,  um campo de visão fantástico e, mt importante, espaço p todos :-D
No entanto, qd saímos dos carros deparamo-nos com bastante vento vindo de norte e frio, mt frio. Como qq bom astrónomo, toda a gente vinha preparada p o efeito. Os casacos foram portanto o primeiro “equipamento” a ser usado 8)  
Conseguiu-se estimar um céu com magnitude superior a 6, um seeing de 5 em 10 e o ar estava muito seco, completamente sem humidade. Alguma neblina a poente limitava um pouco a observação dos objectos abaixo de 30º. De resto, as nuvens altas eram escassas e não comprometeram as observações.

Colocados os carros estrategicamente lado a lado, de frente p o sentido do vento e com a mala aberta, conseguimos uma protecção eficiente e um excelente abrigo p montar os telescópios. Chegava a hora da sempre difícil mas compensadora tarefa de montar os equipamentos, fazer os alinhamentos, etc. Com a vantagem de possuir um dobsoniano, fui o primeiro a estar pronto p as tão desejadas observações 8)  
Curiosamente não foi sequer necessário fazer qq colimação. As lentes estavam com um alinhamento quase perfeito. Q alívio, pensei eu. Sem um colimador laser, a tarefa não ia ser fácil pelo q resolvi nem tentar melhorar. Entretanto o tlm toca: era o João Cruz (xumaxer). Já estava perto mas precisava das coordenadas certas p vir ao nosso encontro. Mais um GPS em serviço ;)

Lembro-me de ter olhado p o relógio e serem 21h30 qd a grande maioria dos telescópios já estava em devido funcionamento.


Cláudio com o seu ETX70.

Infelizmente o Cláudio não conseguiu alinhar correctamente a montagem do seu equipamento pelo q se limitou a observar sem o auxílio do Goto. Teve a oportunidade de ver alguns objectos impossíveis nos céus da zona onde vive (arredores de Guimarães) com este “little guy”. Mais uma prova q a qualidade do céu conta muito. Sempre q podia, fazia uma ronda pelos outros equipamentos.


Bernardo e o seu Newton Vixen de 114mm.

Mais uma prova q os céus escuros marcam toda a diferença. O telescópio do amigo Bernardo (dUbeni aqui p os amigos do fórum) debitou uma excelente imagem de M17, a Nebulosa do Cisne, apesar de este objecto na altura se encontrar relativamente baixo e no meio de alguma neblina.


Paulo Aguiar com o seu Mak Skywatcher de 127mm.

No meio da caça aos objectos, sempre q queríamos observar Júpiter só tínhamos q nos deslocar até este telescópio. O Paulo montou, alinhou e apontou p o grande planeta e deixou o tracking a funcionar enquanto fazia a ronda pelos outros equipamentos. Impressionante a credibilidade deste sistema. Talvez uma hora se passou no intervalo das duas ocasiões q observei pelo seu Mak e o planeta continuou bem no centro da ocular sem ser preciso nenhuma correcção. Mt bom. Só foi pena ter-se sentido alguma turbulência atmosférica na altura em q Júpiter estava num ponto mais favorável, o q impediu grandes aumentos.


O Rogério de volta da montagem da sua mais recente aquisição, o C8, com o auxílio da Marta.

O rogercrespo teve azar. Um problema na montagem limitou-lhe a noite. Bem equipado com o seu portátil, estava preparado p fazer alguns registos fotográficos. Infelizmente ficou-se pela observação. P a próxima prometeu levar o dobson de 12”.


Aqui estou eu com o meu canhão XTi 10”

Uma boa abertura aliada à simplicidade da montagem e à qualidade de um céu com magnitude superior a 6 só podia resultar numa noite em cheio. Vários “fuzzies” foram observados com a ajuda de um buscador EZfinder expressamente comprado p a ocasião, uma vez q o buscador Telrad e o Skyatlas não iam chegar a tempo. Foi uma aposta em cheio :sunny:
Com um buscador típico 9x50 de ângulo recto, o starhoping é, na minha opinião, mt mais complicado. Com o Ezfinder é quase q uma brincadeira. Consegui inclusive detectar a M17 numa situação de fraca visibilidade das estrelas de referência, já q Sagitário estava relativamente baixo no horizonte, mergulhado ainda na neblina q se fazia sentir. Com o Telrad e o Skyatlas prevejo ainda mais facilidades. Recomendo qq buscador do tipo red point.


O Miguel Lopes e a mala do seu carro carregado com o C6.

Infelizmente não consegui uma foto com o Miguel e o seu equipamento montado. Facto irrelevante. O equipamento esteve na verdade mt activo e à disposição de todos. Apesar de uma abertura mais limitada, o C6 proporcionou sempre excelentes imagens, mts vezes puxadas ao máximo, como a dupla dupla de Lyra. Os enxames e várias nebulosas completaram o "cardápio".


O meu primo Emanuel junto ao meu equipamento.

Há uns dias atrás encontrei o Emanuel num bar aqui em Paços. Na ocasião tinha acabado de tirar a melhor foto q consegui à Lua e como estava com a máquina resolvi mostrar-lhe. Foi o início de uma longa conversa sobre esta nossa actividade. Mostrou-se bastante interessado e por isso convidei-o p vir a este encontro. Passou a noite a observar nos vários telescópios, sempre com os meus binóculos ao pescoço e a fazer as perguntas normais de um comum curioso. Teve inclusive a oportunidade de manusear o meu dobson. Não se saiu nada mal ;-)

A dada altura senti q faltava qq coisa… Mais carros q equipamentos? Pois, faltava um: o do Bruno. Rapidamente a situação foi esclarecida: esquecera-se dos pesos p a montagem do seu C6 newtoniano. Que grande galo! Foi realmente uma pena e não dá p imaginar a enorme frustração q deve ter sentido. Mas concerteza chegou rapidamente à conclusão q a noite não estava de maneira alguma perdida. A quantidade, variedade e qualidade dos equipamentos à disposição proporcionaram uma experiência única e inesquecível.

O C11 do João entretanto lá chegou. Q monstro. Era difícil não ser o centro das atenções. Não concordam?
Senão vejam:



É realmente uma experiência única observar por este canhão estelar. A qualidade, nitidez e brilho das imagens, aliadas à fiabilidade da montagem, tornam bem empregue todos os euritos q este setup vale. Um sonho p muitos q ali estavam presentes, garanto. Foram vários os objectos observados com a ajuda de um Goto apuradíssimo. Faziam-se filas p se ter a oportunidade de observar objectos como mts nunca viram.

No decorrer da noite o vento abrandou até se tornar praticamente nulo, o q fez atenuar um pouco o frio q se fazia sentir. Infelizmente não ficamos tão longe da estrada como parecia e de facto havia algum trânsito, a mais p o local q era. Como não havia qq iluminação pública evidentemente q os carros transitavam com os máximos ligados, o suficiente p prejudicar a adaptação dos olhos ao escuro. Lá nos fomos habituando a essa intempérie até q um carro se aproximou invulgarmente de nós. Será um intruso? Ou um simples curioso? As dúvidas foram imediatamente dissipadas a partir do momento em q desligou as luzes à medida q se aproximava cada vez mais do nosso grupo. Afinal, faltavam ainda 2 elementos q tinham confirmado a presença e q ainda não tinham dado sinal. Era um deles, o Rui Santos do Grupo Polaris, acompanhado do amigo Paulo Marques. À lista dos equipamentos em serviço juntou-se um Meade LXD55 de 8”.


O Rui com o LXD5 8” e a prova de q realmente estava mt frio.

O Rui foi o último a chegar mas em contrapartida foi dos últimos a sair, juntamente com o amigo Paulo Marques. Dedicaram-se essencialmente à astrofotografia em piggyback. Aguardo entretanto por alguns trabalhos efectuados e espero um dia publicá-los aqui. De resto foi bom ver um equipamento igual a um q já possuí a trabalhar como deve ser :)

E assim estávamos nós a aproveitar cada momento p trocar experiências, equipamentos e acessórios e ao mm tempo a desfrutar de um céu bastante bom. Enquanto uns observavam e outros conversavam, o João, com a ajuda de um laser verde, deu uma pequena aula ao Emanuel mostrando algumas constelações visíveis na ocasião, bem como os nomes das principais estrelas e outros objectos de interesse. Fez um verdadeiro roteiro pelo céu.







Depois de cerca de 4h de intensa actividade e com a neblina a apertar, estava na hora da parte mais difícil: arrumar tudo novamente na mala do carro. Mas como disse e bem o amigo Bernardo, já faz parte. E depois de uma noite tão agradável, os equipamentos eram arrumados com um enorme sorriso de satisfação.

Era então tempo da foto do grupo. Peço desculpa pela má qualidade mas na altura não tive a percepção q as fotos iam sair assim tão más :(  
As meninas entretanto ficaram no quentinho dos seus carros.


Da esquerda para a direita: João Cruz, Paulo Aguiar, Emanuel Santos, Rogério Crespo, Cláudio Ribeiro, Paulo Santos, Bruno Novo, Rui Santos, Paulo Marques, Miguel Lopes e Bernardo de Andrade.

Tivemos assim um total de 13 participantes (um número q por sinal deu sorte) com 8 telescópios em funcionamento: Etx 70, Newton Vixen 114, Mak Skywatcher 127, C6, C8, LXD55 8”, XTi 10” e C11.

Chamo a especial atenção pelo esforço do Bernardo q veio de Cascais e do João Cruz q veio de Leiria. Ambos se sujeitaram a uma longa viagem p se juntar a nós. Uma verdadeira prova do quão importante é p eles esta actividades e é por esta mostra de dedicação q vale a pena continuar e repetir este tipo de experiências. Obrigado pela vossa contribuição no encontro ;-)

E assim terminou mais um encontro de astrónomos amadores com a agradável sensação q tudo correu pelo melhor e q valeu a pena todo o esforço e tempo dispensado. Resta-nos agora esperar por uma nova oportunidade. Espero tb q toda a organização tenha sido eficiente e q não haja nada a apontar.

P finalizar em grande, já a caminho de casa o meu primo confessou-se: “Já estou viciado. Adorei. Espectacular.” Resultado: passei a viagem a explicar-lhe os passos a tomar até comprar um telescópio :D

Cumps
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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #1 em: Setembro 10, 2007, 10:00:47 am »
Paulo,
Estava impaciente por ver um relato, mas agora que o vejo, está muito bom, com fotografias a documentar tudo!

Mas já agora uns comentários.. Quando falas na colimação do teu Dob, a que raio de "lentes" é que te referes? Não são espelhos, por acaso? :P
Outra, a M17 não é a Lagoa.. Essa é a M8! A M17 é a do Ganso, ou Cisne, ou lá como se traduz "Swan".. É como as oculares da William Optics, as SWAN ;)
(edit: ignora este comentário: já percebi que viram as duas M17 e M8, pensei que estavas a dizer que a M17 era a da lagoa :P sorry!)

Muito fixe! Gostei de ver caras conhecidas e outras desconhecidas, e dou os meus parabéns ao encontro que reuniu tanta gente!
« Última modificação: Setembro 10, 2007, 11:11:39 am por Fil »
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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #1 em: Setembro 10, 2007, 10:00:47 am »

Offline João Clérigo

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #2 em: Setembro 10, 2007, 10:45:12 am »
Parabéns! Correu tudo bem! Já podes começar a pensar no próximo!
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Cumprimentos,
João Clérigo

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #3 em: Setembro 10, 2007, 10:54:33 am »
Paulo, olha que num ou outro objecto o teu xt10 não estava muito atrás do C11. Aproveito para dar uma lista de objectos vistos:

C6:
- M57
- M27
- M31 só o core
- duplo de perseu (obrigado roger, a panoptic nisto faz maravilhas)
- região da NGC7000. Nunca vi tanta estrela junta, mas sem sinal de nebulosidade. O Paulo e o João Cruz tambem tentaram
- IC 891 não consegui ver, mas após algum esforço era visível no C11
- M29 M39
- M8 excelente com o UHC, muita nebulosidade. Mas mesmo muita!! De casa não a posso ver por estar mt baixa
- M20 pela primeira vez vi nebulosidade, mas muito tenue
- M17 mesmo da cidade vê-se a forma de um pato (cisne, ganso), principalmente pelo pescoço, mas aqui era muito mais nítida a forma. Foi passar de visão lateral para visão directa
- Marte. Muito baixo no céu e de tamanho minúsculo.
- dupla dupla de Lyra. O céu não estava muito bom, mas mesmo assim as 4 cabiam na nagler 4.8mm e além de se distinguirem as 4 em separado era possível ver a sobreposição dos círculos de difracção. Xumaxer, não sei se concordas, mas pareceu-me que no meu se viam estas melhores do que no C11, talvez por ser um pouco menos sensível à turbulencia. A colimação continua perfeita.

C11
bem, quase tudo o que vi no meu vi no C11. A diferença é espantosa. Além disso o xumaxer presenteou-nos com:
- cat's eye nebula. Fantástica. Notava-se um ligeiro tom azul. Para melhor descrever, encontrei esta foto

Estava mesmo semelhante, claro que com menos contraste. Depois pusemos o UHC e melhorou ligeiramente o contraste.
- Neptuno
- IC891. No limite de detecção. É uma pena, mas galáxias ali, chapéu.
- M76 little dumbbell. Já a tinha visto a partir da cidade, com a DSI PRO. Tive pena de não perder mais do que 10 segundos a olhar para ela. Realmente para verdadeiramente se aproveitar o potencial de um telescópio é necessário estar vários minutos, de preferência sentado, para apreciar e ver pormenores de um objecto.
- .... muitos mais DSOs...

Fiquei surpreendido por algumas imagens do tele do Bernardo. Para o tamanho tinha boa imagem, talvez por ter uma obstrução central tão pequena. A M17 não ficava muito atras do meu C6.

Peço desculpa aos colegas que estavam a fazer piggyback, pois apontei a lanterna para a Nikon durante uma exposição   :(|

Foi uma pena o roger ter os problemas na montagem. Já uma vez perdi uma observação porque o material não cooperava.
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"a astrologia é a ciência dos ignorantes, a astronomia é a dos que se sentem ignorantes" - Miguel Lopes

Offline joao marum

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #4 em: Setembro 10, 2007, 11:17:08 am »
Olá Paulo. Parabéns pelo excelente relato e pelo sucesso do encontro. A inclusão de fotos é sempre bem vinda.  :)
Ainda bem que o tempo colaborou por aí pois conseguiram juntar bastante gente.
Estes encontros permitem-nos evoluir bastante mais rápido neste nosso hobby através da troca de experiências.
Estou certo que a este, muitos se seguirão, desde que o senhor S. Pedro o permita. Nós aqui por baixo, foi uma desgraça. Completamente tapado.

Ao Miguel:
Quanto à NGC 7000, esta não é de facto fácil, mas num céu desses de certeza que estava visível. O problema é ela ser tão grande que é dificil de ser identificada muitas vezes.  Cá de casa tenho céus que variam entre mag 5.5 e 6.0 e consigo vê-la com e sem filtros. No meu XT10, mesmo com a nagler 31mm, não a consigo ver completa, longe disso, por isso o maior campo possível é fundamental.
Tenta procurar algumas zonas com menos estrelas e em que o fundo te parece mais escuro do que o que está à volta. Notarás zonas mais escuras e outras mais claras. Com sorte, se seguires o contorno da nebulosa, conseguirás ver uma "perna" curvada de nebulosidade, algo estreita, chamada golfo do México com poucas estrelas. Esta é a zona mais fácil de identificar nesta nebulosa. O uso de filtros UHC também ajuda bastante.

Quanto à Ngc 891, esta é uma edge on com brilho superficial baixo. Nada fácil de ver também. No entanto, gosto bastante dela, com a sua banda escura que a divide ao meio.
« Última modificação: Setembro 10, 2007, 11:22:08 am por joao marum »
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João Marum
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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #5 em: Setembro 10, 2007, 11:21:54 am »
João, foi realmente o que concluímos. Até podíamos estar a vê-la, mas ocupando toda a ocular não temos referência de background. Aliás, mesmo na M42 costumo andar com o telescópio para trás e para a frente, tirando-a e pondo-a na ocular porque senão as partes menos visíveis confundem-se com o background.
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Offline joao marum

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #6 em: Setembro 10, 2007, 11:23:08 am »
Com que oculares tentaram já agora?
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Offline rogercrespo

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #7 em: Setembro 10, 2007, 11:40:04 am »
Olá,

um belo relato que dignifica a observação do passado dia 8! Muito bem Paulo!

Com tantos flashs que houve(devidamente avisados) mau era não haver tantas fotos!  :-D

Abraço
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Offline João Clérigo

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #8 em: Setembro 10, 2007, 12:10:25 pm »
Citação de: "Miguel Lopes"
Fiquei surpreendido por algumas imagens do tele do Bernardo. Para o tamanho tinha boa imagem, talvez por ter uma obstrução central tão pequena. A M17 não ficava muito atras do meu C6.

Finalmente alguém falou deste equipamento... estes reflectores são um espectáculo.
Pena que muita gente olhe para eles com algum desprezo, tipo: "Bah, só 114mm?". Na verdade dão imagens surpreendentes, estes Vixen.
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Cumprimentos,
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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #9 em: Setembro 10, 2007, 12:32:08 pm »
Citação de: "joao marum"
Com que oculares tentaram já agora?
Panoptic 35mm no xt10, se não me engano. E eu usei a minha hyperion 32mm, 70º.

Citação de: "jaclerigo"
Citação de: "Miguel Lopes"
Fiquei surpreendido por algumas imagens do tele do Bernardo. Para o tamanho tinha boa imagem, talvez por ter uma obstrução central tão pequena. A M17 não ficava muito atras do meu C6.

Finalmente alguém falou deste equipamento... estes reflectores são um espectáculo.
Pena que muita gente olhe para eles com algum desprezo, tipo: "Bah, só 114mm?". Na verdade dão imagens surpreendentes, estes Vixen.
Não o encontro na loja...
Mas é realmente um desenho interessante. Com relação focal grande não é tão exigente nas oculares. E o secundário é minúsculo!! Muito mais luz a entrar! Claro que se este f/8 fosse feito em 150mm era extremamente comprido, mas para 114mm é ainda muito leve. O único possível defeito do desenho óptico é que se o secundário é tão pequeno, o campo máximo visível deverá ser pequeno... Mesmo assim, com uma ploss de 25mm, enquadrava melhor o duplo de perseu do que o meu com a 32mm 70º.
Da vixen tenho uma lanthanum e uns binóculos comprados na Galáctica. Os binóculos foram muito elogiados no encontro. Têm uma imagem excelente, nítida e confortável. Realmente é uma marca de qualidade.
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Offline dUbeni

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #10 em: Setembro 10, 2007, 12:41:37 pm »
Olá pessoal da Freita!
Gostaria desde já agradecer esta bela oportunidade de partilhar experiências e de observar "coisas" que não achava possível,
pelo menos da forma como as vi, como por exemplo a Cat's Eye nebula, Neptuno, Urano, etc.
O brilho dos enxames de estrelas, nomeadamente o M13 no C11 do João e no XTi10 do Paulo Santos deixaram-me maravilhado.
A facilidade de manobra do Dobson também me encantou.
Foi um belo exercício aquele em que se apontaram vários objectos para o mesmo objecto e ver as diferenças de luminosidade.
Tive a oportunidade de experimentar uma ocular de 25mm, com 50º de campo aparente, no meu telescópio para ver a dupla de Perseu, o que me supreendeu mais além da imagem, é que eu achava que a menor amplificação útil para o meu tubo era com oculares de 20mm e que a partir daí não veria nada de jeito, embora a menor amplificação teórica seja 32mm. :(|
Cada vez gosto mais do meu Vixen R114M. :sunny:

Citação de: "Miguel Lopes"
Não o encontro na loja...
Eu fiquei com o último que havia no armazém nipónico :-D  :-D  :-D

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« Última modificação: Setembro 10, 2007, 12:58:20 pm por dUbeni »
dUbeni
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"Eu ouço e esqueço, vejo e aprendo, faço e compreendo." provérbio chinês in "Telescópios" de Guilherme de Almeida.

Offline Miguel Lopes

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #11 em: Setembro 10, 2007, 12:46:03 pm »
Citação de: "dUbeni"
Tive a oportunidade de experimentar uma ocular de 25mm, com 50º de campo aparente, no meu telescópio para ver a dupla de Perseu, o que me supreendeu mais além da imagem, é que eu achava que a menor amplificação útil para o meu tubo era com oculares de 20mm e que a partir daí não veria nada de jeito, embora a menor amplificação teórica seja 32mm. :(|
Cada vez gosto mais do meu Vixen R114M. :sunny:
Bernardo, realmente parece que te falta ali uma ocular. Se dá até 32mm, excelente! A meu ver tens duas hipóteses: ou uma de 30-32mm 50º ou então uma de 25mm com maior campo aparente, talvez 70º.
Foi pena, podiamos ainda ter experimentado o filtro UHC. Ou o broadband, mas não o tinha levado...
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Offline dUbeni

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #12 em: Setembro 10, 2007, 01:14:26 pm »
Boa tarde Miguel.
Citação de: "dUbeni"
Bernardo, realmente parece que te falta ali uma ocular. Se dá até 32mm, excelente! A meu ver tens duas hipóteses: ou uma de 30-32mm 50º ou então uma de 25mm com maior campo aparente, talvez 70º.
Foi pena, podiamos ainda ter experimentado o filtro UHC. Ou o broadband, mas não o tinha levado...
É verdade! o meu próximo passo, para além do controlador para os meus motores (que está caríssimo :evil: ), será a pesquisa e aquisição de oculares com maiores campos e outras talvez com maiores amplificações. Quando chegar a altura pedirei alguns esclarecimentos.
Quanto aos filtros eu levei alguns, nomeadamente o Deep-Sky e um UHC da Lumicon, só não os usei porque a minha experiência com eles é de que na realidade eles serão mais úteis com uma abertura maior, pois não obscurerão tanto as estrelas, embora nas nebulosas mais luminosas realçam um pouco mais os detalhes. Preciso de mais experiência em céus como os da Freita.  :D  :D  :D

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Offline Astrolupa

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #13 em: Setembro 10, 2007, 02:23:10 pm »
Parabens a todos pelo sucesso! Parabens ao escritor e fotógrafo de serviço também  ;-)

Com boa companhia, bons ceús e já agora bom terreno, é uma experiencia sempre inesquecível. Gostei de revêr algumas das caras que finalmente conheci num encontro passado.  :D
Eu por cá fartei-me de stressar com o S.Pedro, mas e nada adiantou. Tudo o que fiz na tarde de Sábado foi andar a carregar o equipamento para a carrinha (a ver se o S.Pedro me dava uma recompensa pelo esforço), mas nada... Depois foi descarregar tudo novamente e engolir mais este grande sapo.  :(

Parabens novamente! O espirito do astrónomo amador renascido por terras do Norte.  :D
« Última modificação: Janeiro 01, 1970, 01:00:00 am por Guest »
Cumprimentos,
Nelson Viegas
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Offline PauloSantos

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Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #14 em: Setembro 10, 2007, 02:24:17 pm »
Obrigado malta.
Repararam bem a q horas terminei este relato? :)
Cumps
« Última modificação: Janeiro 01, 1970, 01:00:00 am por Guest »
Paços de Brandão/Stª Mª Feira

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Altura 138m

Re: Relato da observação na Serra da Freita em 08/09/07
« Responder #14 em: Setembro 10, 2007, 02:24:17 pm »