Autor Tópico: Hubble examina planeta extrasolar mais próximo  (Lida 1182 vezes)

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Offline PauloSantos

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Hubble examina planeta extrasolar mais próximo
« em: Outubro 11, 2006, 01:34:27 pm »
O Telescópio Espacial Hubble da NASA, em colaboração com observatórios terrestres, providenciou evidências definitivas da existência do planeta extrasolar mais próximo do nosso Sistema Solar.

O mundo com o tamanho de Júpiter orbita a estrela tipo-Sol Epsilon Eridani, situada a apenas 10.5 anos-luz de distância (9.93355483x1013 km). O planeta está tão próximo que poderá ser observável pelo Hubble e por outros grandes telescópios na Terra no fim de 2007, quando o planeta fizer a sua maior aproximação a Epsilon Eridani durante a sua órbita de 6.9 anos.

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A inclinação de Epsilon Eridani.
Crédito: NASA, ESA, e A. Feild (STScI)


As observações do Hubble foram levadas a cabo por uma equipa liderada por G. Fritz Benedict e Barbara E. McArthur da Universidade do Texas em Austin. As observações revelam a verdadeira massa do planeta, que a equipa calculou ser 1.5 vezes a massa de Júpiter.

O Hubble também descobriu que a órbita do planeta está inclinada 30 graus de acordo com o nosso ponto de vista, que é a mesma inclinação de um disco de poeira e gás que também circula Epsilon Eridani. Este é um resultado particularmente excitante porque, embora há já muito tempo que se infira que os planetas se formam a partir de tais discos, é a primeira vez que os dois objectos são observados em torno da mesma estrela.

A equipa de pesquisa salienta que o alinhamento da órbita do planeta com o disco de poeira providencia provas directas que os planetas se formam a partir de discos de gás e detritos de poeira em torno de estrelas.

Os planetas do nosso Sistema Solar partilham um alinhamento comum, prova que foram criados à mesma altura no Disco Solar. Mas o Sol é uma estrela de idade-média - com cerca de 4.5 mil milhões de anos - e o seu disco de detritos há muito que se dissipou. Epsilon Eridani, no entanto, ainda retém o seu disco porque é jovem, tendo apenas 800 milhões de anos.

McArthur originalmente detectou o planeta em 2000 através de medições que foram interpretadas como uma oscilação rítmica em Epsilon Eridani provocadas pelo puxo gravitacional de um planeta não observado. No entanto, alguns astrónomos interrogaram-se se este movimento turbulento da atmosfera da estrela não estaria a imitar os efeitos da estrela sendo "acotovelada" pelo puxo gravitacional do planeta.

As observações do Hubble desfazem quaisquer dúvidas. A equipa de Benedict-McArthur calculou a massa do planeta e a sua órbita fazendo medições extremamente precisas das mudanças subtis na localização da estrela no céu, uma técnica chamada astrometria. As ligeiras variações são inequivocamente provocadas pelo puxo gravitacional do objecto companheiro não observado. A equipa de Benedict estudou mais de um milhar de observações astrométricas do Hubble recolhidas ao longo de três anos.

"Não podemos observar a oscilação induzida pelo planeta a olho nu," disse Benedict. "Mas os bons sensores de orientação do Hubble são tão precisos que podemos medir esta oscilação. Nós basicamente observámos durante três anos uma dança de quase sete, em que a estrela e o seu parceiro invisível, o planeta, navegam em torno das suas órbitas. Os sensores mediram uma pequena mudança na posição da estrela, o equivalente ao tamanho de uma moeda de cinco cêntimos a 1200 km de distância."

Os astrónomos combinaram estes dados com outras observações astrométricas feitas pelo Observatório Allegheny da Universidade de Pittsburgh. De seguida adicionaram estas medições às centenas de medições da velocidade radial de telescópios terrestres levadas a cabo nos últimos 25 anos no Observatório McDonald da Universidade do Texas, no Observatório Lick na Universidade da Califórnia, no Telescópio do Canadá-França-Hawaii no Hawaii, e no Observatório Europeu do Sul no Chile. Esta combinação permitiu a determinação precisa da massa do planeta através da dedução da inclinação da sua órbita.

Embora o Hubble e outros telescópios não consigam fotografar o gigante gasoso por agora, poderão ser capazes de o fazer em 2007, quando a sua órbita estiver mais próxima de Epsilon Eridani. O planeta pode ser brilhante o suficiente para ser observado pelo Hubble, outras câmaras espaciais, e grandes telescópios terrestres.

Os resultados irão ser divulgados na edição de Novembro do "Astronomical Journal".

Fonte: Centro de Ciência Viva do Algarve
« Última modificação: Janeiro 01, 1970, 01:00:00 am por PauloSantos »
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« Responder #1 em: Outubro 11, 2006, 04:48:00 pm »
Alguem sabe quais são os telescópios que o vão conseguir ver???
E o mais fraco a vê-lo??

Céus Limpos
« Última modificação: Janeiro 01, 1970, 01:00:00 am por Anonymous »

Offline PauloSantos

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« Responder #2 em: Outubro 11, 2006, 07:29:24 pm »
Citação de: "Orion"
Alguem sabe quais são os telescópios que o vão conseguir ver???
E o mais fraco a vê-lo??

Céus Limpos

 :?  :?

Citar
Embora o Hubble e outros telescópios não consigam fotografar o gigante gasoso por agora, poderão ser capazes de o fazer em 2007, quando a sua órbita estiver mais próxima de Epsilon Eridani. O planeta pode ser brilhante o suficiente para ser observado pelo Hubble, outras câmaras espaciais, e grandes telescópios terrestres.

Era isto q querias saber? :)
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« Responder #3 em: Outubro 11, 2006, 08:33:43 pm »
Eu só queria saber se havia algum com ajuda portuguesa!!!!

Céus Limpos
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Offline PauloSantos

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« Responder #4 em: Outubro 11, 2006, 09:56:54 pm »
Citação de: "Orion"
Eu só queria saber se havia algum com ajuda portuguesa!!!!

Céus Limpos

Não percebi... bolas q isto está dificil :?  :?
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« Responder #5 em: Outubro 11, 2006, 10:02:17 pm »
Se vai haver algum telescópio português ou com centro de comandos portugues ect...

( A complicação devo ter pegado recentemente do meu primo
Exemplo:Faltam 5minutos para as 5horas menos 10)é coisa para ficar  :shock:

Céus Limpos
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