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Offline João Clérigo

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Chineses e americanos disputam nova corrida espacial
« em: Outubro 08, 2007, 11:22:37 am »
Meio século depois dos soviéticos terem lançado o primeiro satélite artificial e levado o homem ao espaço, a corrida disputa-se hoje entre Estados Unidos e China, que poderá chegar à Lua antes de os americanos conseguirem lá regressar.

A previsão é do administrador da NASA Michael Griffin e foi conhecida quando se assinalam os 50 anos do lançamento pela então União Soviética do Sputnik, o primeiro satélite artificial, uma bola de 83 quilos que apenas fazia «bip, bip, bip» mas que acabaria por marcar o início da «idade do espaço».

«Acredito que a China vai chegar à Lua antes de nós conseguirmos lá regressar. Acho que quando isso acontecer os americanos não vão gostar», disse Michael Griffin, admitindo antecipadamente a derrota do único país que até hoje conseguiu fazer andar um homem na superfície lunar.

As declarações de Griffin alarmaram a comunidade espacial norte-americana e estão já a marcar as comemorações do 50 aniversário da agência espacial, no próximo ano.

A NASA tem como prazo limite para regressar à Lua o ano de 2020, mas avolumam-se os indícios de que a China se prepara para tentar ganhar a corrida.

Os chineses esperam lançar, previsivelmente até final do ano, uma sonda lunar, à qual poderá seguir-se um desembarque e, em 2017, uma missão robótica.

A China, que se tornou há apenas quatro anos no terceiro país a lançar uma nave espacial tripulada, aspira a construir a sua própria estação orbital bem como a lançar uma missão à Lua dentro de 10 ou 15 anos.

«Os Estados Unidos são tecnicamente mais avançados. Concerteza poderíamos ir à Lua mais rápido que os chineses, mas não temos a vontade política e, consequentemente, os recursos necessários», disse Joan Johnson-Freese, directora do departamento nacional de segurança.

A contenção orçamental abrandou o ritmo de conquista espacial da NASA que, se conseguir levar uma nova missão à Lua em 2020, o fará 16 anos depois de o presidente George W. Bush ter estabelecido este objectivo.

Trata-se do dobro do tempo que mediou entre a altura em que o presidente Kennedy lançou o desafio em 1961 e o ano em que Neil Amstrong e Buzz Aldrin pisaram a Lua em Julho de 1969.

«A missão Apollo era um programa da Guerra Fria. Era mais um programa de guerra do que uma nave», disse Joan Johnson-Freese, lembrando que, nessa altura, americanos e soviéticos partiam da mesma posição.

«Os chineses começaram a meio da curva de conhecimento e pediram emprestado o projecto da sua nave aos russos», acrescentou.

A Rússia, que liderou a corrida ao espaço com o lançamento do satélite Sputnik, a 04 de Outubro de 1957, e o primeiro homem no espaço, Yuri Gagarin, em 12 de Abril de 1961, não é o mesmo concorrente de antes do desmantelamento da União Soviética e, as expectativas, é que faça equipa com os Estados Unidos na conquista do espaço.

O conselheiro de ciência da Casa Branca John Marburger defende que os Estados Unidos têm que «ultrapassar o sentimento de que [a conquista espacial] tem que ser uma competição».

«Acho que veremos novamente, como vimos com os voos espaciais introdutórios da China, que os países olham para as nações que parecem surgir no topo do pirâmide tecnológica e quererão fazer negócios com essas nações», acredita, por seu lado, Griffin.

Para o chefe da NASA, essa foi uma das vantagens que fez dos Estados Unidos a maior economia mundial.

«Acredito que nos próximos anos seremos reinstruídos nessa lição», concluiu.

In Diário Digital / Lusa
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Cumprimentos,
João Clérigo